Luciano Pereira (UNICAMP, Brasil)

 

Os conduítes do xilema, traqueídeos e vasos, apresentam uma grande quantidade de ar mesmo no xilema funcional. A formação de bolhas, ou embolismo, interrompe o transporte de água e pode afetar o crescimento e a sobrevivência das plantas. Para evitar embolismo, as plantas podem fechar os estômatos, resultando em um aumento do potencial hídrico do xilema, mas com consequente diminuição da fotossíntese. Em situação de seca extrema, a mortalidade de árvores tem sido fortemente explicada pela vulnerabilidade ao embolismo. Essa vulnerabilidade pode ser estimada medindo-se a quantidade de ar formado em relação ao potencial hídrico do xilema, em diversos estádios de desidratação de um ramo. Os métodos convencionais podem ser bastante laboriosos e na literatura são descritos vários possíveis artefatos que dificultam a obtenção de curvas de vulnerabilidade confiáveis. Nesse mini-curso iremos detalhar aspectos teóricos e práticos dos métodos existentes, ressaltando as vantagens relativas do método pneumático, que representa um avanço recente para o estudo do embolismo. Por esse método é possível estimar a perda de condutividade do xilema através da medição de uma quantidade de ar extraída dos ramos. Esse ar é extraído por um aparato simples e de fácil construção, composto de um vacuômetro e conexões. As medidas de cada ponto da curva são realizadas em cerca de dois minutos, o que permite a construção simultânea de várias curvas em diferentes ramos, com o uso de um só aparato. O método pneumático tem propiciado o rápido crescimento do número de espécies estudadas em todo mundo, principalmente em florestas tropicais, com implicações para o entendimento das possíveis estratégias fisiológicas de resistência ao embolismo.

 

Importante:

  • Limite de 30 vagas.
  • O valor das inscrições é de R$ 40,00.

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